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Vacinas e Autismo.

Informação salva vidas. Desinformação também tem consequências.

Ministério da Saúde e OMS confirmam

Vacinas não causam autismo.

Em dezembro de 2025, o Comitê Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da OMS revisou estudos publicados até agosto de 2025 e reafirmou: não existe evidência de relação causal entre vacinas e autismo.

Ver declaração oficial da OMS →

Essa afirmação não é uma opinião: é resultado de décadas de pesquisas científicas realizadas em diferentes países, envolvendo grandes populações e diferentes tipos de vacinas. Pessoas autistas, assim como qualquer outra pessoa, podem e devem ter acesso à vacinação de forma segura, respeitosa e acessível.

Vacinas causam autismo?

Não. Até hoje, não há evidência científica confiável de que vacinas causem Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Diversos estudos analisaram essa possível relação ao longo de décadas. Grandes pesquisas realizadas com milhares e até milhões de pessoas não encontraram aumento do risco de autismo provocado pela vacinação. Isso inclui estudos sobre:

  • Vacina tríplice viral — sarampo, caxumba e rubéola.
  • Vacinas infantis de forma geral.
  • Vacinas que utilizam tiomersal.
  • Vacinas que utilizam compostos de alumínio como adjuvantes.

Então de onde surgiu essa história?

Grande parte do mito começou em 1998, quando um artigo sugeriu uma possível relação entre a vacina tríplice viral e o autismo. O trabalho apresentava graves problemas científicos e éticos. Posteriormente, o artigo foi retirado pela revista científica que o havia publicado e suas conclusões foram desacreditadas.

Desde então, inúmeros estudos maiores e metodologicamente mais robustos investigaram a questão. A suposta relação entre vacinação e autismo não foi confirmada. Mesmo assim, a informação falsa continuou circulando e contribuiu para aumentar o medo das vacinas.

"Mas os sinais apareceram depois da vacina."

Essa é uma dúvida compreensível e merece uma explicação cuidadosa. Alguns sinais do autismo começam a ficar mais perceptíveis justamente durante os primeiros anos da infância — período em que também são administradas várias vacinas do calendário infantil. Por isso, uma família pode perceber mudanças no desenvolvimento algum tempo depois de uma vacinação.

Mas acontecer depois não significa ter acontecido por causa da vacina. É justamente para diferenciar coincidência temporal de causa que são realizados estudos científicos com grandes grupos de pessoas. Esses estudos não demonstraram que as vacinas provoquem autismo.

E o mercúrio das vacinas? E o alumínio?

Uma das informações frequentemente utilizadas para espalhar medo envolve o tiomersal, conservante utilizado em algumas apresentações de vacinas. Ele também foi extensamente estudado: as evidências científicas disponíveis não demonstram que vacinas contendo tiomersal provoquem autismo.

Algumas vacinas utilizam sais de alumínio como adjuvantes, substâncias que ajudam o sistema imunológico a produzir uma resposta adequada à vacina. Esse tema também já foi investigado, e as evidências científicas de melhor qualidade não demonstram associação entre a quantidade de alumínio utilizada nas vacinas e o desenvolvimento de autismo.

Tem dúvidas sobre vacinação? Procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou outro serviço de saúde de sua cidade. Para informações sobre calendários, doses, contraindicações e situações clínicas específicas, consulte profissionais de saúde e os canais oficiais do Ministério da Saúde. Nenhum conteúdo desta página substitui avaliação médica individual.

Fontes confiáveis

  • Ministério da Saúde — Programa Nacional de Imunizações (PNI)
  • Organização Mundial da Saúde (OMS)
  • Comitê Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da OMS — declaração de dezembro de 2025
  • Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)

Última revisão do conteúdo: agosto de 2026.

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